Somente uma mãe que sofreu a perda de um filho pode compreender a dor de
outra mãe que teve o filho subtraído do seu convívio em plena
adolescência por uma doença insidiosa e perversa.
Essa oração é dedicada a uma amiga que perdeu seu filho aos 18 anos
| Senhor! Ei-lo de volta - meu filho tão amado!... Vós m´o emprestastes por todos esses anos e eu agradeço agora! Ele me encheu de amor, de sonhos, de alegria, mas eu sabia que ele era unicamente vosso, meu Senhor! Não posso Vos negar que choro nessa hora e me custa entregar... Sou toda uma saudade!... (Morrer tão Mas eu vos trago, vede, sem ódio, sem rancor... Não vejais no meu gesto traços de revolta, quando o Senhor m´o deu esperava-o de volta, sempre não foi assim? Uns vão mais cedo, mas todos vão um dia, que essa vida apenas inicia uma VIDA melhor!... Deveria sorrir aos vos trazer, Senhor, a missão foi cumprida, ele cresceu feliz em nossa casa, estudou, trabalhou, fez amigos, sonhou... (É bem o muito que sonhou...) Deveria sorrir, mas como não chorar, se foi por Vós que aprendi a amar!... Ele era tão querido... que para se ter VIDA é preciso morrer... Eu sei que vencerei a dor que me atormenta, voltarei a sorrir, eu sei, o tempo nos ajuda, mas hoje tudo em volta é tão cinzento, neste momento, eu gostaria de partir também... Perdão, Senhor, se chego a blasfemar, mas vede bem que Nossa Mãe Maria, também chorou ao ver seu Filho Amado morrer crucificado. E Ela era Santa, Anjo, Imaculada... E eu Senhor, que sou? Perdoai o sofrimento, a dor, o choro triste, meus soluços sentidos e a mágoa que persiste, mesmo diante de Vós... Perdão por minha dor... É Vosso o meu menino, recebei-o, Senhor!
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É triste, William, mas linda.
ResponderExcluirCom certeza, reconfortará um pouco sua amiga.
Carol
Dona Isabel, minha mãe, não escreve muito... Mas quando decide fazê-lo "bota pra lascar".
ResponderExcluirEsse gen não foi dos Serra... :o)
Olá Carol.
ResponderExcluirA autora é minha mulher que é uma escritora de prosa e verso. Ela herdou do pai a facilidade de fazer versos, mas não gosta de divulgá-los. De vez em quando ouso publicar algum deles. Sugiro aos amigos não comentarem que tomaram conhecimento dos seus textos. Esse dom de escrever foi transmitido geneticamente aos três filhos, de modo que eu não preciso me preocupar em fazer versos ou escrever crônicas e contos. Quem não escreve vira crítico, no bom sentido.
Um abraço.
É verdade filho. É uma escritora de mão cheia.
ResponderExcluirEste gen é de seu avô materno o velho Mesquita, cognominado o Capitão no sentido de chefe do clã, que sempre admirei.
Um abração
Muito bonito William. Dê os parabéns a Dona Isabel. Resignação diante de nossa impotência e a fé em algo superior. Esta é a chave da Vida. Lindo conteúdo embutido nas frases. Tenho certeza absoluta que foi muito reconfortante para a amiga.
ResponderExcluirAbraços William,
Ed
Nossa não aguentei ler toda, dói no peito....
ResponderExcluirOlá Ed.
ResponderExcluirNão foi preciso transmitir os parabéns. Você mesmo o fez hoje, de viva voz, e testemunhou a censura velada que me foi feita. Desta vez ela reagiu menos pela divulgação e com o tempo irá se acostumando. É como você mesmo falou para ela: Textos como este devem ser mostrados, pelo menos aos amigos.
O mesmo sentimento deve ter sido vivenciado por minha mulher quando do falecimento do nosso primeiro filho, aos 7 meses, ocorrido 20 anos antes.
D. Neuza morou em nossa rua e nossas famílias eram muito amigas.
Obrigado pelos comentários.
Um abraço.
É mesmo muito doída Déa. Eu mesmo sempre fico emocionado a cada vez que leio e às vezes sinto um nó na garganta. Minha mulher perdeu o primeiro filho com 7 meses de nascido e isso a deixou muito traumatizada. Perder um filho numa gestação é muito triste. Perdê-lo depois de tê-lo nos braços durante meses ou acompanhar o seu desenvolvimento durante anos é uma dor incomensurável.
ResponderExcluirDiante do texto o leitor instintivamente se imagina no lugar dela
Um abraço