segunda-feira, 23 de janeiro de 2006

Bebê enjeitado

CIRCULAR

Foi entregue à diretoria um recém-nascido encontrado na empresa

A diretoria exige uma investigação para esclarecer:

a) se o achado é um produto da casa;

b) se algum funcionário da casa está envolvido.

A Direção


CIRCULAR

Depois de uma investigação que durou 4 semanas, chegamos à conclusão de que o bebê enjeitado NÃO pode ser produto da casa.

Motivos:

1. Em nossa empresa nunca foi feito nada com prazer e amor.

2. Em nossa empresa jamais duas pessoas colaboraram tão intimamente entre si.

3. Aqui nunca foi feito nada que tenha pé nem cabeça.

4. Aqui jamais aconteceu que alguma coisa ficasse pronta no espaço de 9 meses.

A Comissão Investigadora

(Do livro MANUAL DO ANTIGERENCIAMENTO - Walter H. Braun - Ed. Melhoramentos)



12 comentários:

  1. Espetacular, Will !!!
    Muito boa mesmo!

    e por falar em bebês... amanhã chegará a esse mundo a linda Larinha, filha da Danni !!!

    Beijão!

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  2. HUMMM.. PARABENS PRA LINDA MENINA
    Que ela se sinta BEM VINDA ao lar TERRA.

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  3. Puxa William, tirando o item 3 ( o tal de fazer coisa sem pé nem cabeca), os outros até que passam tranquilo na minha...hehehehe
    abs

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  4. Olá cara amiga Elena.
    Obrigado pelo comentário
    Situações como esta encontram-se descritas no livro "Manual do Antigerenciamento"
    que é uma traduçao do original alemão. Infelizmente a Melhoramentos, depois de alguma edições, parou de publicar.
    O livro traça com humor e irreverência, o melhor retrato falado das relações e dos acontecimentos daquelas que poderiam ser "nossas empresas".
    Parece até anedota mas aconteceu comigo.
    Presidia eu uma reunião do Conselho Econômico do meu hospital durante a qual prestava contas e comunicava ocorrências, a certa altura participei que o hospital tinha recebido alguns cassetes (fita cassetes de áudio, virgens) que a Receita Federal apreendera e doara para uso do hospital. Observei, pelo rabo do olho, que a secretária que tudo anotava para confeccionar a ata da reunião tinha grafado "cacete" em vez de cassete. Em voz sussurada disse-lhe: D.Fulana, acho que a senhora está se deixando trair pelos seus pensamentos. E diante da expressão de desentendimento, continuei: leia o que a senhora escreveu. Um abraço

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  5. Caramba William. Você ainda deu ''um toque'' sutil a ela... Mas há coisas que não tem jeito. As pessoas não se ligam na grafia. Entendem o que querem entender. E pronto. Deixa assim.

    Já que estamos neste assunto, uma leitura boa para quem quer aprender sobre gerenciamento: ''O monge e o executivo''.
    É a visão de quem já esteve dos dois lados. Muito bom!!!
    Nada tem a ver com religião, mas dá muitos toques sobre como funciona uma empresa, e o papel humano de cada um dentro dela. Seja ela qual for...

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  6. Jogadora boa é assim: Mal a bola quica na área devolve para que jogou.
    Obrigado pela dica do livro.
    Anotado para consulta futura

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  7. Leitura fácil. Poucas páginas e depois que comeca a ler não pára mais. Desconfiei quando me deram a dica, foi num curso de gerenciamento. Mas depois que li vi que tem muito a ver.
    Depois que ler, me diz se gostou!!!!

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  8. Hehehehehehe...Muito bom William. Você sempre consegue ser original quando traz textos para nós. Gostei muito.
    Abração.

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  9. Putz, queria só ver a reação do big boss quando visse a ata... :D

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  10. Que bom que você gostou.Ângela. Aprecio muito esse tipo de humor e, também, casos da vida real como o da secretária.
    Na minha vida profissional exerci alguns casos de chefia de serviços, de departamentos e até diretoria de hospitais e guardei algumas "pérolas" das minhas secretárias.
    Abraços

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  11. Olá Phil.
    O big boss era seu avô, diretor do hospital, que presidia a reunião por dever de ofício.
    Até hoje não tenho certeza de que ela entendeu o meu comentário.
    Um abração.

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