Sábia filosófia nórdica.
Êste blog servirá para publicação de crônicas, curiosidades, humor e, principalmente, de ponto de referência para os descendentes da família do major João Pedro Smith e Raimunda Falcão Vianna Smith obterem dados para uma eventual pesquisa genealógica.
domingo, 1 de junho de 2008
A Virgem (sueca), o Diplomata e o Comandante.
Sábia filosófia nórdica.
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Monarquia x República
Pensei na monarquia parlamentarista ao estilo britânico e espanhol, onde o rei ou rainha reinam, mas não governam. Já que vivemos num festival de gastança, porque não financiarmos a implantação dessa modalidade de governo estilo light. Garanto que as despesas com a manutenção da família real não ultrapassariam 10% da arrecadação da CPMF, ainda mais que todas as terras de Petrópolis são propriedades dos Orleans e Bragança que recebem anualmente o foro pago pelos atuais ocupantes e o laudêmio quando os terrenos e imóveis mudam de dono.
Embora tivesse à última hora votado contra o retorno da monarquia, passei a pesquisar minha ascendência genealógica, ou ginecológica (dá no mesmo), e descobri que meu bisavós maternos (Smith) vieram da Inglaterra e se fixaram
Acho que faltou um pouco de marketing para explicar os dois regimes, tal como fez um matuto no seguinte diálogo:
--:Oi compadre você entende bem qual a diferença entre Monarquia e República.
-- Pra mim isto o mesmo que engordar porco.
-- Como assim.
-- Na Monarquia você pega um porco magro e coloca no chiqueiro e dá muita comida pra ele todos os dias (milho, farelo, restos de comida....). Depois de algum tempo ele fica gordo, pesado e já não come tanto como no início. Basta uma ou outra espiga de milho e sobras da comida para saciar o apetite. Na República você coloca um porco magro no chiqueiro e gasta muito milho e farelo até ele engordar. Quando ele fica gordo você tira ele do cercado e coloca outro porco magro para engordar. Aí você tira o porco gordo e coloca outro magro...
-- Peraí compadre. Assim não há milho que agüente.
Respondeu então o que estava explicando:
-- Vejo que você entendeu a diferença.
William Serra - maio 2008
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Secretárias... Oh my God!
-- D. Rosilda (o nome é fictício) aqui está falando Dr. Serra....
Mais de uma vez ela respondia, antes que eu completasse o que pretendia falar:
-- Dr. Serra ainda não chegou.
Eu então dizia, contendo a irritação com a falta de atenção:
-- É claro D. Rosilda que ele ainda não deve ter chegado ao hospital porque neste momento ele está falando com a sra, para dizer que está saindo de casa e chegará dentro de 15 minutos.
Tais reuniões eram presididas pelo diretor que se fazia acompanhar de sua secretária para redigir as atas, ficando esta sentada próximo a ele, na cabeceira da mesa. Numa dessas reuniões o diretor deu conhecimento ter recebido da Receita Federal, como doação, dois aparelhos de ar condicionado e vinte cassetes, provenientes de apreensões da Alfândega, mercadorias que seriam incorporadas ao patrimônio do hospital de acordo com as normas. Acompanhando pelo olhar vi que a secretária havia grafado “cacetes” ao invés de cassetes (fita para gravação de áudio). Discretamente, de modo que só ela ouvisse, falei: D. Rosilda. Preste atenção no que a senhora está escrevendo. Acho que a senhora está se deixando trair pelos seus pensamentos. Tratando-se de uma pessoa muito recatada, solteirona convicta, ela pareceu, ou não quis entender a minha observação. Ao final da reunião ela veio me procurar para que explicasse o que eu tinha dito porque ela não entendera muito bem. A essa altura só me restou dizer que não tinha importância nenhuma e fiquei pensando com os meus botões que era melhor que os "cacetes" ficassem guardados na ata, do que vagando no pensamento da minha secretária.
quarta-feira, 24 de janeiro de 2007
A arte de ser avó
| Rating: | ★★★★★ |
| Category: | Other |
Para quem ainda não leu
A arte de ser avó
Rachel de Queiroz
Netos são como heranças, você os ganha sem merecer. Sem ter feito nada para isso, de repente lhe caem do céu... É como dizem os ingleses, um Ato de Deus. Sem se passarem as penas do amor, sem os compromissos do matrimônio, sem as dores da maternidade trata-se de um filho apenas suposto. O neto é, realmente, o sangue do seu sangue, filho do filho, mais filho que filho mesmo...
Cinquenta anos, cinquenta e cinco... Você sente, obscuramente, nos seus ossos, que o tempo passou mais depressa do que esperava. Não lhe incomoda envelhecer, é claro. A velhice tem suas alegrias, as suas compensações: todos dizem isso, embora você, pessoalmente, ainda não as tenha descoberto, mas acredita.
Todavia, também obscuramente, às vezes lhe dá aquela nostalgia da mocidade. Não de amores com suas paixões: a doçura da meia-idade não lhe exige essa efervescência. A saudade é de alguma coisa que você tinha e que lhe fugiu sutilmente junto com a mocidade. Bracinhos de criança. O tumulto da presença infantil ao seu redor. Meu Deus, para onde foram as suas crianças? Naqueles adultos cheios de problemas que hoje são os filhos, que tem sogro e sogra, cônjuge, emprego, apartamento e prestações, você não encontra de modo algum as suas crianças perdidas. São homens e mulheres adultos; não são mais aqueles que você recorda.
E então, um belo dia, sem que lhe fosse imposta nenhuma das agonias da gestação ou do parto, o doutor lhe coloca nos braços um bebê. Completamente grátis, nisso é que está a maravilha. Sem dores, sem choros, aquela criancinha da qual você morria de saudades, símbolo ou penhor da mocidade perdida. Pois aquela criancinha, longe de ser um estranho, é um filho seu que lhe é devolvido. E o espantoso é que todos lhe reconhecem o seu direito de o amar com extravagância. Ao contrário, causaria espanto, decepção se você não o acolhesse imediatamente com todo aquele amor recalcado que há anos se acumulava, desdenhado, no seu coração.
Sim, tenho certeza de que a vida nos dá netos para nos compensar de todas as perdas trazidas pela velhice. São amores novos, profundos e felizes, que vêm ocupar aquele lugar vazio, nostálgico, deixados pelos arroubos juvenis. É quando vai embalar o menino e ele, tonto de sono abre olho e diz:
Vó, seu coração estala de felicidade, como pão no forno!

