quarta-feira, 7 de maio de 2008

Monarquia x República

       Há alguns anos tivemos um plebiscito pra que o povo se manifestasse pro ou contra o retorno da Monarquia. Uma intensa campanha do Tribunal Eleitoral procurou esclarecer o que significaria o retorno ao regime monárquico onde o rei governava por toda a vida e a substituição era feita dentro de uma linha sucessória familiar.  Na ocasião pensei muito nas vantagens de nos transformarmos na única monarquia do continente americano, não daquele tipo de monarquia absoluta em que o “Estado sou eu”.  Absolutismo por absolutismo já temos o rei, com perdão da palavra, Lula, governando por medidas provisórias e sonhando perpetuar-se no poder ao estilo do seu guru Chavez, o bolivariano.  O Luís Inácio leva todo o jeito de um Luís XIV e já o vejo proclamando alto e bom som: “O Estado é eu”, numa manifestação tupiniquim do absolutismo caboclo.

      Pensei na monarquia parlamentarista ao estilo britânico e espanhol, onde o rei ou rainha reinam, mas não governam.   Já que vivemos num festival de gastança, porque não financiarmos a implantação dessa modalidade de governo estilo light.  Garanto que as despesas com a manutenção da família real não ultrapassariam 10% da arrecadação da CPMF,  ainda mais que todas as terras de Petrópolis são propriedades dos Orleans e Bragança que recebem anualmente o foro pago pelos atuais ocupantes e o laudêmio quando os terrenos e imóveis mudam  de dono.

      Embora tivesse à última hora votado contra o retorno da monarquia, passei a pesquisar minha ascendência genealógica, ou ginecológica (dá no mesmo),  e descobri que meu bisavós maternos (Smith) vieram da Inglaterra e se fixaram em São Luís – MA.  Tratei ainda de conhecer meu brasão de armas, que corroborando minha linhagem nobre contém a flor de Lys.  Se a monarquia tivesse merecido o sufrágio popular, a esta altura estaria agraciado com um título nobiliárquico de barão ou visconde de Mossoró (minha cidade natal).

      Acho que faltou um pouco de marketing para explicar os dois regimes, tal como fez um matuto no seguinte diálogo:

--:Oi compadre você entende bem qual a diferença entre Monarquia e República.

-- Pra mim isto o mesmo que engordar porco.

-- Como assim.

-- Na Monarquia você pega um porco magro e coloca no chiqueiro e dá muita comida pra ele todos os dias (milho, farelo, restos de comida....).  Depois de algum tempo ele fica gordo, pesado e já não come tanto como no início.  Basta uma ou outra espiga de milho e sobras da comida para saciar o apetite.  Na República você coloca um porco magro no chiqueiro e gasta muito milho e farelo até ele engordar.  Quando ele fica gordo você tira ele do cercado e coloca outro porco magro para engordar.  Aí você tira o porco gordo e coloca outro magro...

-- Peraí compadre.  Assim não há milho que agüente.

Respondeu então o que estava explicando:

-- Vejo que você entendeu a diferença.

oooooOOOOOooooo

                                                                   William Serra  -  maio 2008                                                 


13 comentários:

  1. Rsrsrs..monarquia é interessante, desde que não seja o Lula ou alguém como ele. Vai ser difícil escolher o primeiro monarca. Mas uma coisa eu concordo, seria o máximo ter meu amigo como Barão ou Visconde.
    Beijos

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  2. William.
    Lula como monarca seria um terror!!!!
    Mas você de Barão ou Marquês seria o máximo!!!!
    Mil beijos.

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  3. Olá Nazaré.
    O problema da República é ter que trocar a porcalhada (ou seria porcaria?) toda após cada eleição. Melhor dizendo, é ter que aumentar o chiqueiro para abrigar novos porcos, sem se desfazer dos anteriores. Os políticos pensam que o Governo é uma grande vaca leiteira, com a cabeça entre as núvens se alimentando de brisas e as tetas sempre cheias para saciá-los e aos seus apaniguados. Quanto à escolha, a família Orleans e Bragança tem sempre "um pretendente ao trono" preparado para ser coroado e assumir a chefia do Estado, numa eventual monarquia constitucional.
    O Barão de Mossoró sentir-se-ia honrado com a sua visita, como está no momento este seu amigo
    Beijos

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  4. Puxa vida..não podemos modernizar o processo e colocar o barão no trono?;o)))

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  5. Amiga Sônia
    Ele como presidente já está sendo um terror. O seu discurso é apropriado para o perfil de líder sindical que sempre foi. Nunca antes neste país um presidente empregou palavras chulas – sacanagem p. ex:-- ao rebater argumentos de autoridades e diplomatas estrangeiros..
    O General Mourão Filho não conheceu o Lula. Mas ao que tudo indica, era um grande profeta. Vejam o que ele escreveu no início dos anos 70:
    “Ponha-se na presidência qualquer medíocre, louco ou semi-analfabeto e vinte e quatro horas depois a horda de aduladores estará a sua volta, brandindo o elogio como arma, convencendo-o de que é um gênio político um grande homem, e de que tudo o que faz está certo. Em pouco tempo transforma-se um ignorante em um sábio, um louco em um gênio equilibrado, um primário em um estadista. E um homem nessa posição, empunhando as rédeas de um poder praticamente sem limites, embriagado pela bajulação, transforma-se num monstro perigoso.”
    MOURÃO FILHO, Olympio: “Memórias”, Porto Alegre, L&PM. 1978. pag. 16
    Quanto ao título nobiliárquico, um baronato até que cairia bem. Obrigado pelo incentivo.
    Beijos

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  6. “Ponha-se na presidência qualquer medíocre, louco ou semi-analfabeto e vinte e quatro horas depois a horda de aduladores estará a sua volta, brandindo o elogio como arma, convencendo-o de que é um gênio político um grande homem, e de que tudo o que faz está certo. Em pouco tempo transforma-se um ignorante em um sábio, um louco em um gênio equilibrado, um primário em um estadista. E um homem nessa posição, empunhando as rédeas de um poder praticamente sem limites, embriagado pela bajulação, transforma-se num monstro perigoso.”
    MOURÃO FILHO, Olympio: “Memórias”, Porto Alegre, L&PM. 1978. pag. 16


    É isso aí William, e já se previa isso .. E nós agora estamos vivendo o final dos tempos!!!!!!!
    Nada presta e nada dá esperança... A não ser que se tente a monarquia, quem sabe?????
    Charme teria.. E berço principalmente...
    Beijoooss e beijooossssssss

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  7. Meu amigo Willian...primeiramente minhas desculpas por estar tão ausente de sua agradável companhia, mesmo sendo através daqui do Multiply. Muito interessante sua manifestação sobre o assunto em pauta. Analisando friamente o que está colocado guela abaixo de nós, a população, não há muito o que se discutir:- Viva a Monarquia!
    Sucessos aí Visconde de Mossoró!

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  8. "Na Monarquia você pega um porco magro e coloca no chiqueiro e dá muita comida pra ele todos os dias (milho, farelo, restos de comida....). Depois de algum tempo ele fica gordo, pesado e já não come tanto como no início. Basta uma ou outra espiga de milho e sobras da comida para saciar o apetite. Na República você coloca um porco magro no chiqueiro e gasta muito milho e farelo até ele engordar. Quando ele fica gordo você tira ele do cercado e coloca outro porco magro para engordar. Aí você tira o porco gordo e coloca outro magro...
    -- Peraí compadre. Assim não há milho que agüente.
    Respondeu então o que estava explicando:
    -- Vejo que você entendeu a diferença. "
    Que maravilha!!!!!!!!!!
    E o chiqueiro parece um lugar especial. Tem tanto porco magro querendo um lugarzinho por lá e um porcão gordo que se acha no direito de continuar.........
    Abraços

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  9. Amiga Scylla.
    Estamos vivendo o que de pior podia-se imaginar numa República: Um indivíduo despreparado, sem projeto de governo, deslumbrado com o poder e querendo se perpetuar no cargo a custa de mentiras, demagogia e programas assistencialistas espúrios, verdadeira compra de votos das classes menos favorecidas.
    Registro aqui minha admiração por D. Pedro II, Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil, primeiro e único monarca genuinamente brasileiro, que reinou por 58 anos, foi muito amado pelo povo e defendeu a integridade do nosso território, debelando rebeliões separatistas e expulsando o invasor do nosso país no que é considerado maior e mais sangrento conflito armado internacional ocorrido no continente americano.
    Saudações monárquicas.
    E beijos baronescos. :-o))

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  10. Bem vindo Barão de Mossoró!!!!Votaria em vc sem dúvida!!!!
    E viva a Monarquia!!!!!!!
    Pelo menos eles tinham educação, ética e berço
    Beijoooss e beijoooss amigo William

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  11. Prezado Nelson.
    Obrigado pela visita e comentário.
    Os nossos dois imperadores, pai e filho, embora de temperamentos diferentes, tinham um grande amor pelo Brasil. Esse sentimento era compartilhado por outros membros da família, como a imperatriz Leopoldina (mulher de D.Pedro I) e a princesa Isabel (filha de D. Pedro II). Não me consta terem requerido cidadania italiana.
    Um traço marcante de qualquer monarquia é a educação dos filhos e o preparo especial do príncipe herdeiro para suas futuras funções. Como você ressaltou: “não há muito a discutir – Viva Monarquia”.
    Fico lisonjeado com a promoção, de barão a visconde.
    Um cordial abraço

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  12. Minha querida amiga Ilce.
    Espero estejas comemorando, nesta data, a vassalagem dos seus súditos nesse império matriarcal. Eu e meus filhos já fizemos o beija-mão da nossa ilustre soberana, complementado com flores.

    Quanto ao teu comentário, resta-me dizer que o lema que impera nesta República é o seguinte:
    “Governar é distribuir bolsas, cartões corporativos, sinecuras, financiamentos do BNDS e encobrir falcatruas dos companheiros.”

    Senhor, tende piedade de nós.

    Beijos

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  13. Não dá para alterar o processo de sucessão Naza. Além do mais, não sei de nenhum médico que tenha sido coroado rei. Quem nasceu para barão nunca chega a majestade.
    Numa versão jocosa do fato conta-se que no dia 15 de novembro de 1889, Deodoro da Fonseca se encontrava acamado, com um furúnculo nas nádegas, ardendo em febre e numa crise asma. Foi retirado de sua casa ao lado da Casa da Moeda no Campo de Santana para Proclamar a República, daí ser representado no ato em pé nos estribos sem poder sentar na sela por causa do furúnculo, com a boca aberta devido à crise de asma e brandindo a espada para se livrar dos que perturbaram o seu sossego e poder voltar para casa. Um homem naquelas condições proclamaria qualquer coisa, até mesmo o fim da monarquia. rsrsrs

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